COMUNICAÇÃO


SABE
O QUE É MEDIAÇÃO FAMILIAR?

A mediação estabelece a ponte entre duas partes em conflito, procurando chegar a um acordo a contento de ambas partes.

A mediação familiar é um processo voluntário, confidencial e sigiloso no qual o ainda casal ou ex-casal recorre, a fim de ele próprio resolver o seu conflito de uma forma mutuamente aceitável, permitindo às partes alcançar um acordo familiar justo e equilibrado, que complete os interesses de todos, sobretudo os das crianças.

A mediação familiar, como meio de resolução alternativa de litígios emergentes de relações familiares, é realizada através do auxílio de um profissional especialmente certificado para a realização de mediação entre as partes - o mediador familiar.

O mediador familiar é um técnico, que pela sua formação e competência, ajuda a família, fora do tribunal, a resolver as questões que qualquer separação implica.  

O mediador familiar tem como papel fundamental controlar, numa fase de instabilidade da vida da família, a gestão do conflito, procurando ajudar os pais a tomar, por eles próprios, decisões responsáveis face à nova fase da sua vida (por exemplo regulação das responsabilidades parentais, divórcio, etc.)


 DATAS IMPORTANTES:

O Dia Internacional para a
Eliminação da Violência Contra as Mulheres celebra-se todos os anos a
25 de Novembro.


EVENTOS

CONFERÊNCIAS:




ARTIGOS:

ALERTA: VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO

ANTÓNIO tem 78 anos e vive algures no concelho de Ferreira do Alentejo com a filha e dois netos adolescentes.
A filha está divorciada e há três anos que se encontra desempregada.
Os dois netos consomem álcool e droga.
É a reforma de António que sustenta a família.
António está doente e precisa de ajuda da filha em pequenas tarefas diárias básicas, como tomar banho ou vestir-se.
A filha, em vez de o ajudar, retirou-lhe a gestão da reforma, apesar de António estar em pleno uso das suas faculdades mentais.
Os netos retiraram-lhe as alianças e um anel de ouro para comprar álcool e droga…

MARIA, com 86 anos, foi internada no Hospital de Beja com graves escoriações no corpo e sinais de grande desidratação.
Questionada pelos médicos e enfermeiros daquela Unidade Hospitalar sobre o que lhe tinha acontecido, Maria não quis explicar, mostrando-se evasiva e, desviando o olhar, remeteu-se ao silêncio.
Maria vinha de um Lar de Idosos…

MANUEL e JOAQUINA, ele com 78 anos e ela com 76 anos, vivem em casa própria, onde criaram os dois filhos e ajudaram a criar os três netos.
Foram fiadores do filho mais velho quando este decidiu criar um pequeno negócio.
Por incúria, o filho deixou de liquidar os empréstimos que eram da sua responsabilidade.
Como consequência, Manuel e Joaquina vêm-se, agora, a braços com inúmeros processos judiciais e estão à beira de perder a casa onde sempre viveram… 

JOSÉ deu entrada na urgência de um Hospital com sintomas de gripe e infecção pulmonar para além dos sinais de doença de Alzheimer.
Foi levado pelo filho e pela nora.
A sua debilidade obrigou ao seu internamento.
Estávamos a três da noite da consoada.
Na véspera de Natal os médicos deram alta a José.
Os serviços do Hospital procuraram contactar a família de José, contudo, sem sucesso.
José tinha sido abandonado pelo filho no Hospital… 

Estes, entre outros, são exemplos de casos de violência perpetrada no idoso.
São casos que chegam ao nosso conhecimento todos os dias, por vezes, de forma tímida e dissimulada.
Na verdade, a violência contra idosos só agora começa a ser falada e discutida, ainda que de forma pouco expressa, nos meios de comunicação social.
Todavia, há muito tempo que ela existe.
A sua denúncia tem vivido amordaçada na calada da vergonha por uns e escondida por outros, motivada pelo medo de represálias e pudor.
A violência reveste as mais variadas formas (física, psicológica, sexual, negligência, económica e financeira, abandono…), às quais devemos estar atentos todos os dias.
É nosso dever, como cidadãos, denunciar todos os casos de violência, quer junto das autoridades competentes, quer junto de instituições criadas para o efeito.
Não podemos aceitar este flagelo que nos assalta todos os dias e propalar aos setes ventos que vivemos numa sociedade inclusiva, onde são respeitados princípios como a igualdade de género, de raça, sexo e idade.
Se queremos respeitar esses princípios, para além de criar políticas ditas inclusivas, temos que as colocar em prática no terreno todos os dias, não excluindo e não empurrando para fora do tecido social os velhos, os pobres, os doentes e os feios…
Está na hora de nos repensarmos como sociedade e decidirmos que caminho queremos seguir e construir, pois, se hoje somos os cuidadores, amanhã seremos aqueles que serão cuidados.

“A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida, e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.” Max Weber

“A velhice é um estado de repouso e de liberdade no que respeita aos sentidos. Quando a violência das paixões se relaxa e o seu ardor arrefece, ficamos libertos de uma multidão de furiosos tiranos.” Platão

Marcela Candeias